UBERLANDENSES RECLAMAM DA FALTA DE TESTES PARA COVID-19

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Teste PCR — Foto: Horth Rasur/Shutterstock

Cresce a cada dia em Uberlândia, a reclamação dos usuários da rede pública de saúde por não conseguirem realizar o teste de detecção do Covid-19 quando apresentam os sintomas característicos da doença.

Segundo relatos colhidos pelo jornal da cidade, Diário de Uberlândia, as consultas são feitas, no entanto, apenas um atestado médico é dado aos pacientes para afastamento. Em outros casos, eles são orientados a usarem os medicamentos Azitromicina, Ivermectina e Hidroxicloroquina, que não têm eficácia comprovada no tratamento do Coronavírus.

Outro problema detectado é que ao procurar as UAIs para atendimento, as pessoas são encaminhadas para os postos de saúde da região de seus respectivos bairros, onde também não é realizado o exame específico.

De acordo com a conselheira de saúde, Tânia Lúcia dos Santos, em entrevista ao jornal local, a situação da população uberlandense que necessita do teste é complicada, pois, muitos não têm condições de pagarem pelos exames particulares, e aqueles que são medicados, talvez nem precisem tomar os remédios. Além disso, há também o caso dos trabalhadores em empresas que nem sempre exigem o resultado do teste para continuarem trabalhando, muitas vezes, com sintomas gripais.

A Prefeitura foi procurada pela reportagem do Diário de Uberlândia para esclarecimentos do assunto e informou que o pedido para a realização dos testes, seja rápido ou o PCR, é feito conforme avaliação médica, e que, a realização do exame tem mais eficácia após oito dias do surgimento dos sintomas, segundo novos estudos.

A realização do exame do Covid-19 é uma questão de responsabilidade social e de direito do cidadão, enquanto isso, os casos de contaminação estão, novamente, aumentando.
Certamente, há medidas que podem ser revistas no combate à proliferação dessa doença em nossa cidade, tanto pela população quanto pela administração municipal.

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